«Tenho de ir trabalhar...»
Os ingredientes estão cá todos: um penicheiro, uma viagem de finalistas, uma algarvia, um apartamento alugado e muita “droguinha”! Tudo parecia correr bem para o nosso caro conterrâneo, uma vez que já tinham passado do sofá ao quarto e nada indicava que a aventura terminasse antes de um bem merecido orgasmo. Os penicheiros não se preocupam demasiado com as próprias prestações sexuais, mas tal como todos os homens, esperam nunca ter de ouvir frases do género «só isso?» ou então «mas... já terminaste?». Por isso mesmo, foi com satisfação (até um certo orgulho) que o nosso jovem reparou que já tinha superado meia hora de sexo sem derrames de algum tipo (no fundo, ninguém quer um “Pepe-rápido”).
Continuaram com o próprio ritmo apaixonado e entretanto (provavelmente) a algarvia também pensava para si: «Isto promete!».
Superada a primeira hora porém, a nossa jovem começou a dar algum sinal de cansaço. «Epá! Uma hora? Nunca tinha estado com um gajo tanto tempo...»
«Pois. Vê-se logo que nunca estiveste com um gajo de Peniche» responde o nosso herói tentando esconder a própria perplexidade.
O tempo passa, o ritmo não abranda e passadas duas horas a algarvia começa a mostrar os primeiros sinais de desconforto.
«Bem... eu ainda tenho de descansar um bocado esta noite... porque amanhã é dia de trabalho... e ainda tenho de ir para casa». Ao que o jovem responde «Tá quase. Isto tá quase».
Passa mais meia hora e continua tudo na mesma. «Talvez seja efeito da droguinha...» diz o jovem incansável tentando justificar a própria incapacidade de “vir, ver e vencer”.
Superadas as três horas, o espanto cede lugar ao embaraço:
«Olha, é que tenho mesmo de ir trabalhar. Desculpa, lá... Continuas amanhã!» diz ela, já cansada de todo aquele movimento.
«Isto tá quase. É só mais um bocadinho. Isto tá quase».
Mas afinal não. Talvez tenha sido a droguinha, ou talvez haja dias assim na vida de um homem, mas o que é certo é que passadas quatro horas ainda o nosso jovem estava duro e enxuto, mas a esta altura a jovem teve mesmo de dizer «Chega! Gostava de ficar para ver como é que isto vai terminar, mas tenho de ir embora senão chego atrasada ao trabalho». Vestiu-se, despediu-se e foi-se embora.
E o nosso caro conterrâneo?
Foi para a casa-de-banho e terminou o trabalho à mão.

2 Comments:
Hun.. hun..
Sexo tântrico...
Interessante!!
Na altura ainda não havia esse palavrao da moda. Acho que foi mesmo dos copos.
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