A maçã
Três jovens penicheiros, depois de uma noite “de festa e de farra” repousam num apartamento em Leiria. Foi um serão que deixou montes de recordações... mas só em dois deles, porque o terceiro, de manhã quando acorda, não consegue lembrar-se de nada.
Vive-se aquele ambiente “post-bebedeira” em que o tempo corre devagar e a vida é feita de suminhos e águas-das-pedras. São os dias quentes do mês de Julho e os três mosqueteiros vão em boxers até à varanda espreitar a Leiria que amanhece.
E é aí que a vêem! Uma mulher (mas qual mulher!) uma deusa que caminha no outro lado da rua. O passo decidido; os cabelos ondulantes ao vento; o vestido curto e justo; o corpo? muito “carnudo”...; e nas mãos, uma maçã, a que acabou de dar a primeira dentada.
Com os olhos esbugalhados e um fio de saliva que corre abundante para o chão os três jovens ficam (quase) sem palavras.
Quase?
Sim: quase. Porque um deles, depois do choque inicial, consegue reunir as próprias forças e exclamar com vigor:
«Ai quem me dera ser essa maçã!»
A “deusa” nem estremece. Nem olha. Nem abranda o passo.
Com um gesto rápido, decidido (quase violento...) lança a maçã para dentro de um contentor do lixo (!) que se encontra mesmo ali, onde ela está a passar naquele momento.
É pior que um punho no estômago! E realmente, caiem os três ao chão, meio a rir e meio aturdidos com a potência deste “baile”.
A deusa continua o seu caminho e nem sequer (nem mesmo por um instante) digna aquela varanda de um olhar.
(a gaja era mesmo boa!)

3 Comments:
Txxxiiiiii...
Ganda bailinho... OLÉ!!!
Ainda dizem que as mulheres são burras... viu-se!!
=\
Realmente, esse baile ficou famoso.
Vá pessoal.. toca a contribuir para o blog das histórias e lendas inéditas de Peniche!!
Inquisidor-Sapista e Chapi Chapo, ainda não começaram a trabalhar...
Vá... isto quer é andar...
Tá muito fixe o blog!! ;)
fiquem bem...
hasta***
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