«Olhem este! Olhem este!»
(Eu conto como me contaram. E como me lembro. Se alguém tiver outra versão, ou melhor ainda, se alguém testemunhou este episódio, não se faça rogado e partilhe esta bela memória. Ou outras.)
Deveria de ser mais uma aula como tantas outras aulas na Secundária, mas naquela manhã a turma estava pior do que o costume. Riam, falavam, gritavam e a professora inutilmente tentava repor a ordem. Até que no meio de tanta risada alguém se descuidou e deu o primeiro:
TRAAA...!
Risada geral: «Ia pá! Peidou-se!». E por aí fora. A situação a descambar cada vez mais.
As gargalhadas continuam e a flatulência também. E eis que um certo menino (que fica anónimo) ávido de atenção e aspirando a ser o mais engraçado da turma, levanta-se e fica de pé. Está confiante de poder aumentar os decibéis intestinais produzidos até àquele momento pois sente que dentro de si uma enorme bolha de gaz metano preme para sair. Alça uma das pernas para que o som não encontre demasiadas barreiras arquitectónicas e, antes de se deixar andar, berra aos colegas o famoso grito destemido e imortal:
«Olhem este! Olhem este!»
TTTTRRRRRAAAAAAAAAAAAAAA....!
A expressão facial muda. A cor da pele empalidece. E com um fio de voz o arrojado peidador pergunta: «Professora? Posso ir à casa de banho?»
Gargalhadas histéricas; espasmos e convulsões; pessoas que riem até às lágrimas! Afinal não era só gaz metano que premia para sair. Escusado será dizer que quando o nosso herói saiu da sala de aula, a merda já lhe estava a aparecer junto às meias!

1 Comments:
(Já agora, com a devida vénia ao autor, (re)posto o comentário feito ao «Olhem este! Olhem este!» no blog omnivore)
At 12:08 PM, Inquisidor-Sapista said...
Já agora ... volvidos alguns anos alguém dá com esse mesmo jovem na Voilá caminhando de forma muito peculiar, ou seja, esse jovem andava lateralmente com as costas viradas para a parede. Tirando esse andar estranho o jovem até esboçava uns sorrisos amarelos, acenava aos que lhe acenavam "OI... atão... tá-se" até que outro jovem não resiste à curiosidade e o aborda.
-Então tá-se o que é que se passa, tás aí encostado?
- É pá fui à casa de banho ...
As gargalhadas do outro já tinham começado e dos demais que se foram juntando também!...
- Fui cagar mas sujei as calças. (podia não ser relevante, mas as calças eram brancas e novas)
É assim há pessoas que ficam sempre na merda!
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