segunda-feira, dezembro 04, 2006

Histórias de merda (Vol.4)

Existia em Peniche um campo de futebol onde quem organizasse uma peladinha "só-para-amigos" era obrigado a aceitar a presença de mais um jogador que ninguém tinha convidado. E não importava se as equipas deixavam de estar pares. Tinha de jogar! E no fundo até nem desequilibrava muito, porque tanto jogava um bocado para um lado, como de repente já jogava para o outro.
Atleta de talento imprevisível, hábil tanto na defesa quanto no ataque e do qual se diz que fosse canhoto (eu cá acho que era ambidestro...) o único senão é que brilhava apenas naquele campinho de terra (e erva) batida e nunca ninguém o viu participar num desafio que não se jogasse ali mesmo.
O campo passou para a história com o nome de “Merda-à-unha” (Que se esconda por detrás deste nome misterioso uma outra façanha? Mistéeeeerio...) e o jogador em questão era o poste de alta tensão que se encontrava plantado mais ou menos a meio-campo (firme e hirto como uma barra de ferro!).
Acho que o campo do Merda-à-unha já não existe, mas o poste ainda deve estar lá, exactamente como vários futebolistas que eu conheço, ou seja: parado e à espera que alguém lhe passe a bola...

3 Comments:

Anonymous Anonymous said...

O campo já não existe e acho que o poste também não, pois agora nessa zona, estão prédios e a escola 1,2,3.

Assinado: O Homem que viu um peixe sem orelhas

6/12/06 8:21 p.m.  
Anonymous Anonymous said...

E porque é que o raio do campo se chamava merda-à-unha?

6/12/06 11:06 p.m.  
Anonymous Anonymous said...

Porque quem lá jogaca, faicava com merda até às unhas. incluindo as dos pés.

Assinado: o homem que viu um peixe sem orelhas

12/12/06 1:05 a.m.  

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