Ferrel
Boas.
Ferrel por si so também é uma terra também de mitos e lendas. A que eu vou contar passou-se ja á bastante tempo. Pode não parecer que teve muita piada, mas na altura foi uma situação bastante caricata.
A historia começa numa noite qualquer de verão se a memoria não me falha.
A noite começou em Peniche e como não havia nada de especial para fazer resolvemos ir até Ferrel beber um copo e comer qualquer coisa. Na altura só um ou dois do pessoalzinho é que tinham carta e carro, mas lá fomos na mesma.
Fomos até a Taberna dos Almocreves se não estou em erro.
Estando lá aquilo é que foi comer linguiça assada e beber qualquer coisa que já não me lembro o quê. Até parecia que que viviamos bem. Tudo a grande.
Toda a gente comeu e bebeu. Estava-se bem.
Entretanto fez-se tarde e pediu-se a conta.
Até aí tudo bem, nada de anormal.
Fez-se as contas a dividir por quantos eramos, também nada de anormal.
Cada um deu a sua parte e começamos a fazer contas...
Aparentemente faltava o dinheiro de alguém, mas ninguém se acusava.
Quando se perguntou quem ainda não tinha posto o dinheiro la alguém se acusou.
Ficou tudo um pouco atonito a olhar para ele sem perceber bem o que se tava a passar e dissemos para ele por a parte que faltava.
Qual não é o nosso espanto quando ele diz que não tem dinheiro, ficou quase tudo sem palavras.
O caricato da situação é que ele sempre soube que não tinha dinheiro e só de pois de comer e beber é que referiu esse facto. Tinhamos emprestado dinheiro na mesma se ele precisasse mas esperou para o fim para dizer.
Lá acabamos por por a parte que faltava e fomos embora.
Como castigo ele veio no porta bagagens do famoso carro do Sueco e fizemos questão de dar 2 ou 3 voltinhas a Vóila só para passar pelas lombas.
Coitado, deve ter sofrido uma bocadito.
Hasta.

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